Os preços do petróleo registraram um aumento pela terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira em Nova York, sustentados pela tensão no mundo árabe e por uma forte demanda nos Estados Unidos, mas cederam 15 centavos em Londres.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do West Texas Intermediate (designação do “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em maio terminou em 105,75 dólares, em alta de 78 centavos em relação à terça-feira.

Já no IntercontinentalExchange de Londres, o barril do Brent do Mar do Norte com igual vencimento perdeu 15 centavos, sendo negociado a 115,55 dólares.

A crise na Líbia prosseguiu influenciando as contações. Antes da rebelião, o país produzia cerca de 1,6 milhão de barris diários do cru, exportando 1,3 milhão de barris, em grande parte para a Europa. Essas exportações atualmente estão praticamente interrompidas.

“Em vista dos danos infligidos à infraestrutura do país, as estimativas indicam que a produção de petróleo da Líbia poderia ser afetada durante mais de um ano. Em caso de guerra civil mais longa ou ações de sabotagem, este período poderia ser muito mais longo”, advertiu o Commerzbank.

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