30/11/2005 - 8:00
O Brasil tem 30 milhões de fumantes. Desse total, 18 milhões afirmam que querem parar de fumar. E dentro desse último conjunto, só 100 mil buscam tratamento para largar o vício. Apesar disso, os laboratórios farmacêuticos estão descobrindo um mercado que acreditam ser promissor: o de medicamentos antitabagismo. ?Cada fumante que quer parar faz entre 4 e 5 tentativas de deixar o tabaco. E 90% deles voltam a fumar?, diz o diretor de marketing da Pfizer do Brasil, Mariano Valiño. Tanta dificuldade abre possibilidades para quem está apostando no segmento.
A Pfizer quer, em dez anos, alcançar vendas de US$ 10 milhões com seu mais novo lançamento: o Champix, que bloqueia os receptores de nicotina no cérebro, diminuindo o gosto pelo cigarro. A soma é maior que os US$ 8,6 milhões movimentados atualmente pelas vendas totais de medicamentos contra o fumo. O custo do remédio, que será lançado nos EUA em 2006 e no ano seguinte no Brasil, ainda não foi definido. ?Mas não será mais que o valor gasto pelos fumantes para manter o vício?, diz Jun Egut, diretor de novos negócios da Pfizer.
Se a desculpa para parar de fumar for falta de dinheiro, a brasileira Eurofarma já tem a resposta: lançou o genérico do Cloridrato de Bupropiona, equivalente ao Zyban, da GlaxoSmithKline. A caixa com 60 comprimidos de 150 mg custa R$ 168 ser for do remédio de marca e R$ 103 se for o genérico. Com três meses de lançamento, o anti-tabagismo da Eurofarma já vendeu 11,8 mil unidades. ?É o segundo maior lançamento em vendas no mercado de genéricos deste ano?, diz Maria Muñoz, diretora de marketing corporativo do laboratório.