A Philips está reescrevendo sua história no Brasil. O roteiro está a cargo dos executivos que comandam a divisão de eletrônica de consumo, responsável pela maior fatia dos ganhos da gigante holandesa ? cujas vendas mundiais somam US$ 22 bilhões. Os capítulos dessa estratégia incluem ações ousadas aqui e lá fora. A produção de videocassetes, por exemplo, já foi abandonada. A fabricação de televisores de pequeno porte (14 e 20 polegadas), com som mono, está com os dias contados. A verba de marketing dobrou para R$ 100 milhões no período 2002/2003. A Philips também buscou novos parceiros. Um deles, a Nike, assina a nova linha de CDs portáteis. Os lançamentos mundiais vão chegar simultaneamente ao Brasil. E sempre que houver demanda de venda acima de 10 mil unidades, a produção será nacionalizada. ?Vamos sair de todos os segmentos onde o preço é a base da disputa?, explica Fernando Stinchi, gerente-geral de Marketing e Produtos da Philips. A idéia é ampliar o cacife da empresa na faixa ?premium? de mercado, apostando em itens com maior grau de tecnologia e valor agregado. Na semana passada, os executivos da companhia saborearam a primeira vitória: as vendas cresceram 35% no primeiro trimestre em relação a igual período de 2001. Levando-se em conta a fatia que a companhia detém nos principais segmentos, a receita anual deverá ultrapassar US$ 500 milhões.

A agitação que toma conta do quartel-general da Philips do Brasil também pode ser vista nas linhas de montagem, em Manaus. Afinal, é daquela unidade que vão sair os equipamentos de som e imagem com a missão de consolidar a nova postura da companhia. Ao mesmo tempo em que ?encosta? itens antiquados, a empresa acelera o processo de lançamentos. Na linha de áudio, a aposta é o microsystem Max Sound. Campeão de vendas nos EUA, ele fez uma estréia gloriosa por aqui: ?Batemos nosso recorde de vendas em maio?, festeja Stinchi, sem revelar detalhes. No segmento de tevês ? cujo mercado soma US$ 1,24 bilhão ?, o destaque é a linha de Dwide. Outro grande trunfo é o gravador de DVD. Apesar do preço salgado (R$ 7 mil), será o sucessor do videocassete. ?O valor cairá com a ampliação do mercado e a produção local?, garante Stinchi. O consumidor torce por isto!

Walkie-man
Parceria com a Nike,
de olho
no público jovem
Linha Dwide
Nova geração de televisores, produzida em Manaus
Gravador de DVD
Substituto do videocassete vai custar R$ 7 mil