Em reunião realizada nesta terça-feira, 6, no Palácio do Planalto,  entre o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e o líder  do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), foram definidas as  prioridades de votação para a semana que vem, após o feriado de 7 de  setembro.

Na lista de propostas que deverão ser discutidas  estão três Medidas Provisórias, que atualmente constam na ordem do dia  do plenário. A primeira delas é a que recria o Ministério da Cultura,  que havia sido fundido com a pasta da Educação.

A segunda  modifica regras de transferência de recursos da União para municípios e  para o Distrito Federal com o objetivo de estimular a ampliação do  número de vagas em creches para famílias beneficiadas pelo Programa  Bolsa Família e pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Por  fim, a terceira MP prevê abertura de crédito extraordinário de R$ 150  milhões para a Justiça Eleitoral. De acordo com o Tribunal Superior  Eleitoral (TSE), o crédito vai complementar os recursos existentes no  orçamento federal para realização das eleições municipais deste ano.

Também  está no radar do Palácio a possibilidade de se avançar nas discussões  do projeto que derruba a participação obrigatória e tira a exclusividade  da Petrobras na exploração do pré-sal.

“Sabemos que será  uma semana complicada porque haverá o julgamento do processo de cassação  do Eduardo Cunha, mas a prioridades são essas”, afirmou o líder do  governo, André Moura após o encontro com Geddel.

Segundo  ele, na reunião não foi discutido possíveis desdobramentos do processo  de perda de mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), previsto para ser  julgado na próxima segunda-feira, 12. Moura considerou, contudo, que a  decisão do Senado, de ter fatiado o processo de impeachment da  presidente afastada Dilma Rousseff, abriu brechas para a apresentação de  ”todo tipo de emenda” no dia do julgamento do peemedebista. “Acho que  beneficiou o Eduardo. Agora vamos aguardar”, disse.