02/04/2008 - 7:00
VIAGENS, CARRO NOVO, motorista particular, cursos de especialização, bônus de acordo com os resultados. Esses são alguns dos benefícios oferecidos por grandes companhias aos seus funcionários de alto escalão. Além das tradicionais gratificações, surge um novo tipo de premiação: oferecer cirurgias plásticas ou até mesmo cirurgia de mudança de sexo. Trata-se de uma prática que já pode ser vista nos Estados Unidos e que, aos poucos, começa a chegar ao Brasil. A gráfica paulistana Leograf, com 600 funcionários, e a casa de shows Estância Alto da Serra, que possui 80 empregados, aderiram à nova moda. Ambas estão investindo entre R$ 2 mil e R$ 10 mil em pequenas cirurgias de estética para os seus funcionários. Nos Estados Unidos, a mania vai mais longe. Os bancos Goldman Sachs e o alemão Deutsche Bank, por exemplo, estão cobrindo gastos com operações de mudança de sexo para os seus empregados. As operações, que custam entre US$ 5 mil e US$ 150 mil, foram incluídas no convênio médico dos colaboradores do banco.
A experiência tem sido boa para todos os lados. ?Depois da operação, a produtividade da nossa profissional melhorou 100%?, comemora Eraldo de Souza, diretor comercial da gráfica Leograf, que contratou a clínica de cirurgia Faciall para corrigir as falhas estéticas no nariz de uma de suas funcionárias. A casa de shows Estância Alto da Serra também experimenta essa sensação. ?O meu comprometimento com a empresa aumentou muito?, diz Vilani de Assis, funcionária da casa de shows há dez anos. É de olho em reações como essa que as empresas estão procurando cirurgiões. ?Recebo cerca de três propostas por mês de companhias que querem beneficiar seus funcionários com essa prática?, destaca o cirurgião Perboyre Lacerda, dono da clínica Faciall. Consultores de RH, entretanto, fazem algumas ressalvas. ?Se não for uma idéia muito bem trabalhada, essa proposta pode ofender o funcionário?, analisa Jaqueline Tomazini, consultora de RH do grupo AncoraRh e Leme Consultoria.