As autoridades turcas prenderam um grupo de cerca de 1.300 imigrantes e suspeitos de tráfico de pessoas, no noroeste do país, prestes a atravessar o mar Egeu, com o objetivo de chegar às ilhas gregas – informou a agência de notícias Dogan.

A operação policial aconteceu um dia depois da conclusão de um acordo em Bruxelas entre dirigentes dos países-membros da União Europeia (UE) e o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, para tentar conter o fluxo de imigrantes provenientes da Turquia.

As forças da ordem operaram em oito lugares diferentes apenas na província de Canakkale, um dos principais pontos de partida dos migrantes rumo à ilha grega de Lesbos.

Além dos próprios migrantes – entre sírios, afegãos, iraquianos e iranianos -, três indivíduos suspeitos de traficarem pessoas foram postos em prisão preventiva. De acordo com a agência Dogan, quatro embarcações, seis motores de popa e uma arma de fogo foram apreendidos. Também foi encontrado o corpo de um imigrante em uma praia.

Desde o início deste ano, mais de 650.000 imigrantes, refugiados sírios em sua maioria, viajaram pelo mar, saindo da costa turca, com a intenção de chegar às ilhas gregas, segundo a ONU. No mesmo período, mais de 500, grande parte crianças, morreram na tentativa, relata a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O “plano de ação” concluído no domingo prevê a entrega por parte da UE de uma ajuda econômica de 3 bilhões de euros à Turquia. Em troca, o país se compromete a controlar melhor suas fronteiras na luta contra os traficantes. Ancara acolhe cerca de 2,2 milhões de refugiados sírios em seu território.

A Turquia obteve ainda a promessa de uma aceleração das negociações atualmente em curso para facilitar a atribuição de vistos a seus cidadãos para viajarem pela Europa.