Dezenas de policiais, incluindo o ex-comandante da brigada financeira de Istambul, foram detidos nesta segunda-feira, em uma nova onda de prisões de funcionários acusados de “complô” contra o governo turco.

A quarta onda de detenções afetou 34 policiais, incluindo o ex-comandante da unidade responsável por investigar crimes financeiros, Yakup Saygili, que estimulou uma investigação por corrupção que afetou o governo do então primeiro-ministro e hoje presidente Recep Tayyip Erdogan.

O canal NTV informou que os policiais foram acusados de “planejar a derrubada do governo”.

A mesma investigação provocou a detenção no mês de julho de dezenas de policiais, incluindo oficiais de alta patente.

Erdogan acusa o movimento do pregador muçulmano Fethullah Gülen, que foi seu aliado por muitos anos, de ser responsável pelas acusações de corrupção e de ter planejado um “complô” para provocar sua queda.

Gülen, que mora nos Estados Unidos, negou em várias ocasiões as acusações de Erdogan.

Desde o fim do ano passado, Erdogan determinou punições sem precedentes na polícia – mais de 6.000 funcionários demitidos ou transferidos – e na justiça, onde os partidários de Gülen tinham muita influência.

Depois de assumir o cargo de presidente na quinta-feira, Erdogan, de 60 anos, e o novo primeiro-ministro Ahmet Davutoglu prometeram prosseguir com a luta “contra o Estado paralelo”.