13/03/2002 - 7:00
O grupo sueco Assa Abloy ? líder mundial em fechaduras, com US$ 2,5 bilhões em vendas, 140 subsidiárias e presente em 200 países ? é dono de uma marca impressionante: comprou uma nova empresa a cada 29 dias desde 1994, data de sua fundação. Na quarta-feira 6, o presidente mundial da companhia, Carl-Henric Svanberg, desembarcou no Brasil para anunciar sua mais nova aquisição: a Imab Indústria Metalúrgica Ltda., uma empresa 100% nacional, que vem operando há 37 anos neste setor. Com a operação ? cujo valor está sendo mantido em segredo ?, o grupo assume a liderança no mercado brasileiro. ?Teremos uma participação de 20%?, comemora Svanberg. A aquisição permite que a empresa sueca opere nas duas pontas do mercado de fechaduras. Isto porque, em agosto de 2000, a empresa colocou suas garras no País e comprou a La Fonte. Agora, juntas, as empresas deverão faturar R$ 50 milhões em 2002, sendo 70% da receita proveniente da La Fonte. A grande diferença está nos focos de atuação: a Imab opera no mercado popular, enquanto a La Fonte fabrica equipamentos de maior valor.
O apetite em relação ao mercado brasileiro não é gratuito. ?Com o aumento da preocupação com segurança, nosso mercado deve crescer. As fechaduras são a primeira proteção contra violência?, filosofa. A questão é matemática. Na Escandinávia, por exemplo, onde fica a sede da holding, cada habitante gasta uma média anual de US$ 15 com fechaduras. No Brasil, as estimativas apontam que esse valor não ultrapasse US$ 1. Ou seja: potencialmente, existe a chance de multiplicar os negócios por 15. O interesse no Brasil também é estratégico. A Assa Abloy não fincou sua bandeira em nenhum outro país da América do Sul. A expectativa é de que o Brasil abra este mercado. ?Em cinco anos, vamos crescer para os demais países?, explica o presidente mundial. A fome da empresa parece mesmo ilimitada.