O exército dos Estados Unidos sabe muito pouco do paradeiro de Muamar Kadhafi, depois dos bombardeios autorizados pelas Nações Unidas na Líbia, disse nesta segunda-feira o general Carter Ham, chefe do Comando americano para a África.

“Não sei muito sobre sua localização, nem empregamos nenhum esforço militar para isso”, disse o general.

A coalizão internacional bombardeou domingo um prédio do QG de Kadhafi em Trípoli, levantando dúvidas sobre se o líder líbio tivesse sido alvo dos ataques.

Ham também disse que as forças leais a Kadhafi nos arredores de Benghazi, cidade líbia em mãos dos rebeldes, mostram “pouca vontade ou falta de capacidade” para retomar a ofensiva.

O general esclareceu que a missão do exército americano na Líbia é clara e consiste em impor uma zona de exclusão aérea, não apoiando as forças da oposição no caso “de lançarem operações ofensivas”.

Os EUA consideraram bem-sucedida a operação ‘Odisseia da Alvorada, “que degradou sensivelmente a defesa aérea do regime, mas lembrando que muito ainda precisava ser feito”.

Segundo um funcionário americano do alto escalão, o complexo bombardeado em Trípoli era usado por Kadhafi para controlar suas forças.

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