O PPS ingressou nesta quinta-feira, 8, com duas representações no  Conselho de Ética Pública da Presidência da República contra os  ministros da Justiça, Eduardo Cardozo, e da Advocacia-Geral da União,  Luis Inácio Adams.

Segundo o líder do partido da sigla na  Câmara, deputado Rubens Bueno, os dois infringiram o Código de Conduta  da Alta Administração Federal ao colocarem em dúvida a isenção do  ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, relator do  processo das contas da presidente Dilma Rousseff.

Nas  representações, o deputado afirma que é “vedado à autoridade pública  opinar publicamente a respeito da honorabilidade e do desempenho  funcional de outra autoridade pública federal” e pede que se abra um  processo contra os dois, além do “afastamento imediato” da dupla. Bueno  argumenta ainda que, se ficar comprovado o desrespeito ao código de  conduta, eles devem deixar os cargos.

No domingo, Adams e  Cardozo afirmaram que o governo iria pedir o afastamento de Nardes do  caso, alegando que ele havia cometido uma irregularidade ao antecipar  publicamente o voto que iria apresentar durante o julgamento.

Para  Bueno, as declarações tanto Adams quanto Cardozo na ocasião tiveram a  intenção de “macular a honra e a credibilidade do desempenho funcional”  do ministro e “diminuir a qualidade do trabalho técnico realizado” pelo  TCU.