29/04/2015 - 11:00
A Precision Planting, braço de agricultura de precisão da Monsanto, busca parcerias com empresas brasileiras para nacionalizar até 30% dos equipamentos comercializados atualmente no País. Além da variação cambial, o principal motivo para ter o conteúdo local nos assessórios utilizados para otimizar o plantio é dar agilidade à pós-venda e à manutenção. “Buscamos parceiros e estudamos a viabilidade no cenário delicado de variação cambial e mesmo que o custo de nacionalização seja um pouco mais alto”, afirmou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, José Galli, gerente de negócios da Precision Planting no Brasil.
Segundo ele, as parcerias com produtores nacionais seriam para a fabricação de cabos e partes plásticas dos equipamentos comercializados no Brasil, com melhora na logística de substituição. A empresa espera ampliar as parcerias com as companhias para a instalação dos equipamentos nas máquinas novas. “A Precision Planting já tem acordo com a Stara há três anos e anunciamos na Agrishow o acordo com a Marchesan”, explicou Galli. A companhia tem também um acordo global com a CNH que ainda não foi estendido ao Brasil.
Adquirida em 2012 por US$ 250 milhões, a Precision Planting testou os equipamentos de melhoria do plantio de grãos pelos anos seguintes no Brasil até iniciar as operações com uma estrutura própria no País e um primeiro negócio, em janeiro deste ano. “Foram 100 mil hectares testados, durante três safrinhas e duas safras de verão para as culturas de soja, milho e algodão”, disse o executivo.
Hoje, o País é o segundo mercado global da companhia, com 6% de participação e meta de 10% nos próximos anos. Os Estados Unidos ainda detêm 85% do mercado, mas deve reduzir a fatia por conta do aumento de outros países. As soluções para distribuição de sementes e diagnóstico de operação durante o plantio têm custo de R$ 1,5 mil a R$ 6 mil por linha das plantadeiras e a companhia reporta ganhos de produtividade de até 8% nas culturas.