06/10/2026 - 14:20
Os preços do petróleo registraram queda nesta terça-feira, impulsionados pela recuperação das exportações de bruto no Oriente Médio e pelo anúncio de liberação de estoques estratégicos pelos países do G7. A combinação desses fatores reduziu os temores do mercado quanto ao desabastecimento global, embora os conflitos na região do Golfo sigam no radar dos investidores.
Os contratos futuros do petróleo Brent caíam 2,04%, cotados a US$ 98,27 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuava 1,7%, para US$ 87,90 por barril.
Dados do setor de transporte marítimo divulgados na segunda-feira indicam que o volume exportado pelo Oriente Médio superou os patamares anteriores ao início dos conflitos em quatro dias do final de setembro. O fluxo demonstra resiliência na navegação regional, a despeito dos riscos de segurança no Estreito de Ormuz.
Medidas de contenção e riscos geopolíticos
Para conter a alta da commodity, os países do G7 concordaram em liberar 100 milhões de barris de petróleo bruto e diesel de suas reservas de emergência, assumindo também o compromisso de evitar restrições ao comércio de energia. A decisão seguiu-se a pressões do governo dos Estados Unidos.
Apesar do alívio temporário, as tensões no Oriente Médio permanecem como um fator de sustentação para os preços. Rebeldes houthis do Iêmen reivindicaram ataques a alvos na Arábia Saudita, incluindo infraestruturas de energia e aeroportos, o que mantém o mercado atento a possíveis interrupções no fornecimento.
Analistas do setor avaliam que, sem progressos nas negociações diplomáticas ou garantias definitivas na logística de distribuição, as cotações da commodity devem manter um piso elevado no curto prazo.
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