O progresso nas negociações com Atenas sobre as reformas a serem implementadas para a liberação de um financiamento vital para a sua economia são “insuficientes”, considerou nesta terça-feira o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem.

“Progressos estão sendo feitos, mas realmente não são o suficiente”, declarou Dijsselbloem, que também é ministro das Finanças da Holanda, em uma entrevista à televisão holandesa RTL.

“Ainda não fomos suficientemente longe (nas negociações), esta é a nossa conclusão”, disse ele, antes de concluir: “o tempo é curto”.

Uma porta-voz da Comissão Europeia indicou nesta terça-feira que é muito cedo para falar de um acordo entre a Grécia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Central Europeu (BCE) e a Comissão Europeia.

O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras havia anunciado no início do dia que o seu governo apresentou “na noite passada um plano abrangente” para os credores internacionais do país – UE, BCE e FMI.

As negociações se arrastam há meses e tratam das condições para o pagamento da última parcela no valor de 7,2 bilhões de euros de empréstimos concedido ao país.

Agora, o FMI, UE e o BCE exigem de Atenas algumas reformas que vão contra as promessas de campanha de Alexis Tsipras, atual chefe de um governo de esquerda radical.

Dijsselbloem assegurou que as instituições estão dispostas a discutir os tipos de medidas a serem postas em prática, mas não sobre a abrangência das reformas.

“Não podemos nos encontrar no meio do caminho, o pacote total deve ser sólido”, argumentou.

Durante a madrugada desta terça-feira, uma mini-cúpula reuniu líderes das instituições credoras em Berlim, além de François Hollande e Angela Merkel, para discutir o caso grego.

O plano de ajuda à Grécia termina em 30 de junho, e na falta de acordo, o país, que não pode se financiar nos mercados, exceto a taxas proibitivas, não receberá mais ajuda financeira e corre o risco de ir à falência.