15/12/2022 - 8:24
A presidente do Parlamento Europeu, a maltesa Roberta Metsola, anunciou nesta quinta-feira (15) o início de uma “ampla reforma” dos mecanismos de controle na instituição, em resposta ao escândalo que levou à detenção de uma influente eurodeputada grega.
“A partir de hoje, estou preparando um pacote de ampla reforma que deve estar pronto no novo ano. Isso incluirá o fortalecimento dos sistemas de proteção de denunciantes”, afirmou Metsola, após falar em uma cúpula de líderes da União Europeia.
Esse pacote de reforma — acrescentou — também se concentrará em “uma proibição [do acesso] a todos os grupos de amizade não oficiais, uma revisão das regras do nosso código de conduta e uma revisão completa de como interagimos com terceiros países”.
Ela disse ainda que há “fissuras” no atual regulamento que devem ser resolvidas.
“Há fissuras que temos de fechar, como quando falamos, por exemplo, da atividade de ex-membros do Parlamento Europeu, de quem está na lista da transparência, ou de quem pode entrar no Parlamento Europeu”.
No fim de semana passado, o Poder Legislativo da União Europeia foi abalado pela prisão de quatro pessoas, incluindo uma eurodeputada grega, sob suspeita de aceitarem subornos do Catar.
Nesta quinta, Metsola disse que recebeu um convite formal do Catar para visitar o país por ocasião da Copa do Mundo de futebol, mas que recusou o convite.
“Rejeitei, porque tenho preocupações em relação a esse país”, declarou Metsola, acrescentando que também rejeitou um pedido de representantes do Catar de falar na plenária do Parlamento Europeu.
O Catar negou veementemente as acusações, mas uma fonte judicial na Bélgica confirmou à AFP que é este país que está no centro da investigação belga.
