Um afegão detido na prisão americana de Guantánamo morreu na noite de terça-feira após uma sessão de exercícios em um aparelho, anunciou nesta quinta-feira o Pentágono.

Awal Gul, de 48 anos, preso desde outubro de 2002 em Guantánamo (Cuba) – onde os Estados Unidos têm uma base naval – “morreu, aparentemente, de causas naturais na noite de terça-feira”, informou um comunicado do Comando Sul americano.

“Os próprios detidos o transportaram até o posto da guarda e a equipe médica foi avisada em seguida”, acrescenta o texto, informando que o homem morreu antes de receber atendimento.

“Após intensos esforços de reanimação, foi declarado o falecimento”, informou o Pentágono. A prisão de Guantánamo acolhe 172 detidos.

Awal Gul, que nunca foi julgado, era um líder talibã responsável pelo recrutamento e estava à frente de uma base militar em Jalalabad, indicou o Pentágono.

Segundo o organismo, nesta cidade uniu-se ao Hezb-e-Islami, segundo movimento insurgente no Afeganistão depois dos talibãs, e deu refúgio a membros da Al-Qaeda.

“Também admitiu ter conhecido Osama Bin Laden e ter prestado serviços a ele em várias ocasiões”, acrescentou o Pentágono.

Cerca de 800 homens passaram pelas celas de Guantánamo e cinco deles se suicidaram ou morreram por doenças, segundo relatórios oficiais.

lum/gde/ma