Grupo rebelde que controla parte do Iêmen confirmou que premiê Ahmed al-Rahawi foi morto em bombardeio israelense nesta semana. Grupo afirma que pretende se vingar pela ação.Os houthis do Iêmen anunciaram neste sábado (30/08) que Ahmed al-Rahawi, primeiro-ministro do grupo rebelde, que controla parte do país, morreu em um ataque aéreo israelense na última quinta-feira, junto com vários de seus ministros.

“Anunciamos o martírio na quinta-feira do ‘mujahedin’ Ahmed Ghaleb al-Rahawi, primeiro-ministro do Governo de Mudança e Construção, junto com vários de seus colegas ministros”, afirmou a chefia houthi em um comunicado nas redes sociais, citado pela emissora Al Jazeera.

As mesmas fontes acrescentaram que as Forças de Defesa de Israel (FDI) atacaram a capital Sanaa na última quinta, no contexto dos confrontos entre Israel e os houthis do Iêmen que começaram após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, e continuaram desde então, apesar do cessar-fogo entre os houthis e Estados Unidos, principal aliado de Israel, que entrou em vigor em maio deste ano.

Rahawi, primeiro-ministro do governo liderado pelos houthis nas áreas do país dividido que os rebeldes controlam desde agosto de 2024, foi atacado junto com outros membros do governo enquanto realizavam uma reunião de rotina para avaliar suas atividades do último ano, segundo os rebeldes.

Após o anúncio, o chefe do Conselho Político Supremo dos houthis, Mahdi al-Mashat, advertiu a Israel que “sua vingança não dorme” e prometeu “dias sombrios” para o país.

De forma paralela, a agência de notícias Saba, controlada pelo grupo, anunciou que Mashat nomeou o vice-primeiro-ministro Muhammad Meftah para se encarregar dos assuntos do governo enquanto a administração houthi é reorganizada após o ataque israelense.

Em um discurso televisionado, o líder houthi disse ao governo de Benjamin Netanyahu que “os atos cometidos por seu traiçoeiro e sujo governo” terão como resposta “dias sombrios”.

“Pedimos a todos os civis de todo o mundo que evitem qualquer tipo de negociação com bens que pertençam à entidade sionista (…) Ainda há uma oportunidade para que as hordas de colonos voltem aos seus países de origem. Para todas as empresas que operam na entidade de ocupação (Israel), meu aviso final é que saiam antes que seja tarde demais”, afirmou.

jps (EFE)