O Grupo Primo Rossi, tradicional revendedor de carros Volkswagen na capital paulista, encontrou um jeito de conquistar o território nacional sem sair de São Paulo. De 2000 para cá, passou a comprar empresas de consórcios desativadas ou em fase de liquidação pelo Banco Central. Primeiro foi o consórcio M (ex-Mappin/Mesbla), com sua carteira de 50 mil clientes. Depois, o União, formado por um pool de revendedores Volks. Tem 2,6 mil consumidores cadastrados. Em setembro passado, adquiriu o ABC, do grupo mineiro Algar, dono de 40 mil cotas. O Primo Rossi gastou R$ 16 milhões em todo o processo e, ao final das contas ? no balanço dos consorciados ativos e inativos ?, ficou com uma rede de 67,6 mil clientes. ?De uma hora para outra, crescemos 170%?, conta Mônica Rossi, diretora da empresa. ?E a meta é adquirir dois consórcios por ano até 2008?, garante o diretor Vittório Rossi.

Hoje, o grupo de Mônica e Vittório figura na nona colocação do ranking das operadoras independentes (que exclui bancos e montadoras). Os próximos alvos nesse plano de aquisições são os Estados do Sul e do Nordeste. ?Estamos negociando com uma companhia de cada uma dessas regiões?, conta Mônica sem revelar os nomes dos envolvidos. O consórcio (segmento que movimenta R$ 11,7 bilhões) se mostrou a melhor aposta do clã Rossi. Já responde por 52% das receitas de R$ 103,7 milhões do grupo. ?Esse nicho será nosso motor de crescimento?, diz Vittório.