09/03/2016 - 8:24
As principais bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, com as perdas lideradas pelos mercados chineses, após nova queda nos preços das commodities e em meio a temores renovados sobre a desaceleração da China. Na Oceania, porém, a bolsa australiana se recuperou, com a ajuda de ações do setor bancário.
Nos negócios de ontem, as cotações do petróleo e de metais básicos, como cobre e níquel, tiveram forte declínio, diante da decepção dos investidores com números da balança comercial chinesa, que mostraram um tombo anual de mais de 25% nas exportações de fevereiro e uma queda também significativa nas importações, de 13,8%.
Embora as commodities venham se recuperando desde a madrugada, o mau humor prevaleceu hoje na Ásia, cujos mercados acumularam ganhos robustos em pregões recentes.
O Xangai Composto, principal índice acionário da China, caiu 1,3% nesta quarta, a 2.862,56 pontos, interrompendo uma sequência de seis pregões consecutivos de alta. Ao longo da sessão, o Xangai chegou a recuar 3%, mas acabou reduzindo perdas na última meia hora de negócios, diante do avanço de ações de bancos.
Já o Shenzhen Composto, que tem menor abrangência, teve queda ainda mais expressiva, de 2,1%, 1.713,44 pontos, depois de subir por dois pregões seguidos.
Os destaques de baixa na Bolsa de Xangai incluíram petrolíferas, como Sinopec (-7,58%) e China Oilfield Services (-3,75%), produtoras de aço, caso da Shanghai Hualian Mining (-8,2%) e da Shandong Jinling Mining (-8%), e papéis do setor imobiliário.
As siderúrgicas ficaram pressionadas após notícia de que o governo de Hebei, província do norte da China, pretende fechar 60% das fábricas de aço locais até 2020, enquanto as imobiliárias reagiram a comentários de Pan Gongsheng, um vice-presidente do banco central chinês (PBoC). Pan, que falou durante o Congresso Nacional do Povo, importante reunião anual do legislativo chinês que teve início no sábado e prossegue nesta semana, declarou que o PBoC pretende combater financiamentos ilegais de imóveis que ajudaram a impulsionar os preços de moradias nas principais cidades do país.
Em outros mercados asiáticos, o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa marginal de 0,08%, a 19.996,26 pontos, enquanto o Nikkei caiu 0,84% em Tóquio, a 16.642,20 pontos, e o Taiex recuou 0,3% em Taiwan, a 8.634,11 pontos, após avançar por oito pregões seguidos. As exceções foram as bolsas de Seul e Manila, com alta de 0,35% no índice sul-coreano Kospi, a 1.952,95 pontos, máxima da sessão, e ganho de 0,5% no filipino PSEi, a 6.948,18 pontos.
Para a bolsa da Austrália, a principal da Oceania, o dia foi de recuperação, possibilitada pelo bom desempenho de ações de grandes bancos. O S&P/ASX 200, índice que reúne as empresas mais negociadas em Sydney, avançou 1%, a 5.157,20 pontos, o ponto mais alto do pregão e o maior nível em dois meses. Os ganhos dos quatro maiores bancos australianos, que têm forte peso no índice, variaram de 1,1% a 2,6%. Com informações da Dow Jones Newswires.