22/06/2010 - 7:32
Veja os principais pontos do orçamento “de emergência” britânico apresentado nesta terça-feira pelo chanceler George Osborne, de uma austeridade “inevitável”.
– O déficit “estrutural”, aquele que não está ligado à conjuntura, será eliminado em cinco anos. O déficit público como um todo passará de 10,1% do PIB (149 bilhões de libras – 179 bilhões de euros) este ano (2010/11) a 1,1% em 2015/16).
– As economias serão realizadas em 77% pelas reduções de despesas públicas e em 23% pelo aumento de impostos.
– Osborne estima uma diferença de 40 bilhões de libras por ano no fim da legislatura entre as economias que ele quer realizar e aquelas que foram previstas pelo governo anterior.
GASTOS
– A maioria dos ministérios verá suas despesas reduzidas em 25% em quatro anos
– Os subsídios oferecidos serão reduzidos em 11 bilhões de libras até 2014/15, incluindo o congelamento do benefício dado às famílias com crianças por três anos e uma avaliação mais rigorosa da ajuda por invalidez
– Os funcionários que ganham mais de 21 mil libras por ano terão seus salários congelados durante dois anos.
– Aceleração do processo do aumento da idade de aposentadoria de 65 para 66 anos
– A própria Rainha terá sua lista civil congelada este ano
RECEITAS
– Aumento do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) de 17,5% para 20% a partir de janeiro de 2011
– Imposto sobre ganhos de capital passa de 18% a 28% para os mais ricos
– Introdução de uma taxa bancária, em conjunto com os governos francês e alemão, sobre os ativos dos bancos britânicos e operações de bancos estrangeiros no Reino Unido, destinada a arrecadar 2 bilhões de libras por ano
– Redução do imposto sobre empresas em um ponto por ano, durante quatro anos, para 24% em 2014/15
– Alta de mil libras no abatimento fiscal, permitindo que 880 mil pessoas sumplementares evitem o pagamento do Imposto de Renda
MACROECONOMIA
– Previsão de queda no crescimento de 2,6% para 2,3% no próximo ano, voltando a crescer a 2,7% em 2014 e 2015
– O desemprego deve atingir 8,1% este ano, seu máximo, antes de cair para 6,1% em 2015
– Confirmação da não adoção do euro durante a legislatura. Dissolução do departamento do Tesouro que preparava a introdução do euro
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