05/07/2014 - 7:01
Um tribunal egípcio condenou neste sábado o chefe da Irmandade Muçulmana e outros 36 islamitas à prisão perpétua por uma manifestação violenta pouco depois da deposição, há um ano, do presidente Mohamed Mursi, proveniente deste movimento.
O mesmo tribunal confirmou as penas de morte pronunciadas contra outros dez co-acusados, vários deles julgados à revelia por atos violentos em julho de 2013 que provocaram a morte de duas pessoas em Qaliub, no delta do Nilo.
Entre os condenados à prisão perpétua figura um diretor da Irmandade Muçulmana, Mohamed al-Beltagui, o pregador islamita Safwat Hegazy, dois ex-ministros de Mursi e dois ex-parlamentares filiados ao movimento.
O guia supremo, Mohamed Badie, detido e processado em vários casos, assim como a maioria dos líderes do grupo islamita, já foi condenado à pena de morte em outros dois julgamentos, também por manifestações violentas.
Desde a deposição, no dia 3 de julho de 2013, do presidente Mohamed Mursi, as autoridades egípcias são acusadas de utilizar a justiça como um instrumento repressivo.
Os seguidores de Mursi, primeiro presidente eleito democraticamente no Egito, são alvo de uma brutal repressão. Mais de mil deles perderam a vida, 15.000 foram detidos e centenas condenados à morte após julgamentos em massa sumários denunciados pela comunidade internacional e pelas ONGs.
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