Em mais um capítulo da novela da sucessão do presidente da Vale Roger Agnelli, a especulação em torno do nome de possíveis sucessores derrubou o preço das ações da empresa. No meio da tarde desta sexta-feira (01/04), o papel da empresa recuava 0,35%, a R$ 47,27.

Ontem, a mineradora deu início ao processo de sucessão do seu presidente. A Vale informou por meio de fato relevante que uma empresa internacional de seleção de executivos vai elaborar uma lista com três nomes para ajudar a definir quem vai assumir o cargo de diretor-presidente após o término do mandato de Roger Agnelli.

O comunicado informa ainda sobre a realização de uma reunião de acionistas e do Conselho de Administração da Valepar nos dias 4 e 7 deste mês para homologar a contratação dessa empresa e indicar o novo diretor presidente.

O HSBC disse em relatório aos clientes que, depois das especulações dos últimos meses, a substituição de Agnelli não será recebida como uma surpresa. O mercado já especula que o substituto será o economista Tito Botelho Martins, 47 anos, presidente da Vale no Canadá e diretor-executivo de Operações de Metais Básicos.

Para o analista-chefe da Gradual Investimentos, Paulo Esteves, as ações vêm oscilando com a sucessão de Agnelli, mas na próxima semana devem se estabilizar com a definição dos candidatos à sua sucessão. ?Se Tito Martins se confirmar como presidente deve haver valorização, já que ele é bem visto pelo mercado?, disse. O preço-alvo da Vale na Gradual é de R$ 60,50, valor considerado ainda conservador pelo analista.

Segundo o IBGE, a produção industrial cresceu 1,9% em fevereiro, superando a previsão dos analistas. No Brasil, o Ibovespa caminha para a quarta alta seguida e força a linha dos 69 mil pontos.

Por volta das 15h30, o Ibovespa avançava 0,90%, para 69.288 pontos, com giro financeiro acima dos R$ 3 bilhões.

 

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