02/01/2026 - 13:55
O Procon-SP identificou diferenças amplas nos valores cobrados por itens de material escolar em estabelecimentos da cidade de São Paulo. O levantamento, feito em dezembro, mostrou que um mesmo produto pode ser vendido por preços muito distintos, a depender do ponto de venda.
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O caso de maior distância entre valores apareceu na caneta esferográfica Trilux, da Faber-Castell. O item foi encontrado por R$ 1,30 em um local e por R$ 4,90 em outro, o que resultou em uma variação de 276,92%, segundo o órgão de defesa do consumidor.
Mesmo quando o preço unitário parece baixo, a soma de todos os produtos da lista tende a pesar no orçamento. Por esse motivo, o Procon-SP orienta a pesquisa prévia entre lojas e o reaproveitamento de materiais que ainda estejam em condições de uso.
A pesquisa teve como finalidade oferecer parâmetros para o consumidor, com indicação de preços mínimos, médios e máximos observados na amostra. O relatório completo está disponível no site do órgão.
Para chegar aos resultados, foram analisados 134 produtos, entre eles apontador, borracha, caderno, canetas, colas, lápis, lapiseira, marca-texto, massa de modelar, papel sulfite, régua, tesoura, refil para fichário e tintas escolares. A coleta ocorreu em nove estabelecimentos localizados nas zonas norte, sul, leste, oeste e na região central da capital, nos dias 15 e 16 de dezembro. Os valores considerados foram os pagos à vista com cartão de crédito.
Na comparação entre 118 itens presentes nas pesquisas de 2024 e 2025, o preço médio registrou aumento de 0,14%. Alguns produtos tiveram elevação, como borracha, cadernos, cola bastão, lápis de cor, lapiseira, marca-texto, massa de modelar, régua plástica de 30 centímetros e tesoura sem ponta.
Outros itens apresentaram redução, entre eles apontador, caneta esferográfica, caneta hidrográfica, cola branca líquida, giz de cera, lápis preto, papel sulfite, refil para fichário universitário e tinta para pintura a dedo. No mesmo intervalo, o IPCA medido pelo IBGE avançou 4,46%.
Além da capital, os núcleos regionais do Procon-SP realizaram pesquisas em municípios da Baixada Santista, Bauru, Campinas, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. Em todas as localidades analisadas, foram observadas diferenças de preços entre os pontos de venda. Os dados completos também estão disponíveis no site do Procon-SP.
Antes de comprar, a recomendação é conferir quais itens já estão disponíveis em casa e se ainda podem ser utilizados. A troca de livros didáticos entre estudantes aparece como alternativa para reduzir gastos. Compras coletivas podem resultar em descontos quando feitas em maior volume. No momento do pagamento, é indicado verificar se há variação de preço conforme a forma escolhida, como dinheiro, Pix, débito ou crédito.
O Procon-SP destaca, em nota, que as escolas não podem exigir a compra de materiais de uso coletivo, como produtos de escritório, higiene ou limpeza, conforme estabelece a Lei nº 12.886, de 26 de novembro de 2013.
