A produção de açúcar no centro-sul do Brasil cai acentuadamente na primeira quinzena de setembro, impactada por chuvas que atrapalharam a colheita, conforme pesquisa da Platts, da S&P Global Energy. A queda chega a 42,5%, totalizando 2,09 milhões de toneladas, um recuo significativo frente ao mesmo período do ano passado.

O que aconteceu

  • A produção de açúcar no centro-sul do Brasil registrou uma queda de 42,5% na primeira quinzena de setembro, atingindo 2,09 milhões de toneladas.
  • A moagem de cana-de-açúcar recuou 35,4%, para 29,8 milhões de toneladas, devido às chuvas na região.
  • A alocação de cana para a produção de açúcar foi de 49,85%, enquanto 50,15% foi destinada à fabricação de etanol.

A pesquisa, realizada com dez analistas e publicada na noite de quarta-feira, aponta que o volume atual é inferior aos 3,6 milhões de toneladas produzidos no mesmo período do ano anterior.

A moagem total de cana-de-açúcar também apresentou um declínio considerável, recuando 35,4% para 29,8 milhões de toneladas. No ano passado, na primeira quinzena de setembro, o volume processado foi de 46,1 milhões de toneladas.

Como a distribuição da cana afetou a produção?

Os dados levantados pelos analistas indicam que 49,85% da cana colhida foi direcionada para a produção de açúcar. Os 50,15% restantes foram destinados à fabricação de etanol, demonstrando a importância do biocombustível na matriz energética.

Consequentemente, a produção de etanol, que inclui também o etanol de milho, deverá ter uma redução menos acentuada. A expectativa é de uma queda de 18,7%, alcançando 1,89 bilhão de litros, em comparação com os 2,33 bilhões de litros do ano passado.

Qual o impacto na qualidade da matéria-prima?

O total de açúcares recuperáveis (ATR) também apresentou diminuição no período analisado. A média esperada é de 147,53 kg por tonelada, número inferior aos 154,59 kg por tonelada registrados no ano anterior, refletindo possíveis variações na qualidade da cana processada.