A produção industrial brasileira registrou queda de 0,6% em agosto, na comparação com o mês anterior, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O recuo surpreendeu as expectativas de economistas, que previam uma alta de 0,1% na variação mensal e de 0,4% na base anual, e marcou um declínio de 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

O que aconteceu

  • A produção industrial brasileira recua 0,6% em agosto, segundo o IBGE.
  • Quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda.
  • Setores como produtos alimentícios e químicos, por outro lado, mostram avanço na produção.

O desempenho geral da indústria em agosto foi marcado por um cenário de retração, com a maioria dos segmentos apresentando resultados negativos. Na passagem de julho para agosto, as quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados registraram queda na produção, acendendo um alerta sobre a recuperação do setor no país.

Setores em retração e crescimento

Entre as atividades que puxaram a indústria para baixo, as influências negativas mais importantes foram dos produtos do fumo (-23,4%), que interromperam uma sequência de quatro meses de expansão, acumulando um crescimento de 32,5% no período. Os produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%) eliminaram o avanço de 3,0% de julho, enquanto as indústrias extrativas (-0,7%) registraram o quarto resultado negativo consecutivo, com uma perda acumulada de 4,7% neste período.

Outros impactos negativos relevantes sobre o total da indústria vieram de setores como equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,0%), produtos de borracha e de material plástico (-1,8%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-3,3%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,4%), produtos de metal (-1,6%) e outros equipamentos de transporte (-2,9%).

Quais setores impulsionam a indústria?

Por outro lado, entre as nove atividades que mostraram avanço na produção em agosto, o setor de produtos alimentícios (1,0%) exerceu a principal influência positiva na média da indústria. Este foi o segundo mês consecutivo de crescimento para o segmento, que acumulou um avanço de 2,2% no período.

As contribuições positivas também foram notadas em setores como produtos diversos (8,4%), produtos químicos (0,9%) e metalurgia (0,8%), que ajudaram a mitigar, em parte, a queda geral observada na indústria brasileira durante o mês de agosto.

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