02/04/2025 - 9:16
A produção industrial brasileira registrou queda de 0,1% em fevereiro na comparação com o mês anterior, acumulando 5 meses consecutivos sem crescimento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 2.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 1,5%.
O resultado veio pior que o esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de alta de 0,4% na variação mensal e de 2,1% na base anual.
A queda se dá após estagnação da atividade em janeiro e três meses consecutivos de retração no final do ano passado. Com esses resultados, a indústria está 15,7% abaixo do ponto mais alto da série histórica, obtido em maio de 2011, de acordo com o IBGE.
No ano, a indústria ainda acumula alta de 1,4% e, em 12 meses, expansão de 2,6%.
“É o quinto mês seguido sem crescimento, com perda acumulada de 1,3% nesse período, e elimina o avanço de 1,0% registrado nos meses de agosto e setembro de 2024. Além disso, em fevereiro observamos uma disseminação de taxas negativas, disse André Macedo, gerente da pesquisa.
Segundo o pesquisador, a perda de dinamismo da indústria tem relação com a redução dos níveis de confiança das famílias e dos empresários, explicada, em grande parte, pelo aumento das taxas de juros, a depreciação cambial e a alta da inflação.
O setor industrial deve perder força em 2025 em sintonia com a desaceleração gradual esperada da economia brasileira, de acordo com economistas.
O que puxou a queda
Os dados da pesquisa sobre a indústria mostraram que em fevereiro houve disseminação de taxas negativas entre as atividades.
Na comparação com janeiro, as principais influências negativas foram exercidas por produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%), máquinas e equipamentos (-2,7%), produtos de madeira (-8,6%), produtos diversos (-5,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,4%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,5%) e móveis (-2,1%).
Entre as categorias econômicas, a fabricação de Bens de Consumo recuou 1,3%, sendo que somente a de Bens de Consumo Duráveis apresentou queda de 3,2%. Os Bens de Consumo Semi e não Duráveis caíram 0,8%.
Por outro lado, as indústrias de Bens de Capital e de Bens Intermediários apresentaram aumentos de 0,8% cada na produção.