05/11/2003 - 8:00
Os americanos Shawn Fanning, Sean Parker e Todd Masonis estão envolvidos em uma nova aventura no mundo dos negócios. E a novidade é que desta vez estão seguindo todas as regras. O trio esteve por muito tempo no centro de uma discussão sobre pirataria digital em função da criação do Naspter, o serviço gratuito de troca de músicas pela internet que tanta dor de cabeça provocou na indústria fonográfica mundial. Desta vez, os três mosqueteiros conseguiram US$ 11 milhões de investidores e montaram a Plaxo. A empresa tem um software que atualiza todos os endereços da caixa postal dos seus usuários sem a necessidade de qualquer trabalho manual. ?Agora somos mais espertos e preparados para o mundo dos negócios?, disse à DINHEIRO Todd Masonis.
A primeira versão do Plaxo é de 2002 e no início do mês o produto ganhou sua cara final. O software funciona como um organizador dos endereços de e-mail arquivados no Outlook Express, o programa de correio eletrônico da Microsoft. De maneira simplificada, o Plaxo assume o comando da caixa postal e dispara e-mails para todos os endereços com uma mensagem pedindo a atualização dos dados. As respostas ficam arquivadas no próprio PC do usuário e a cada resposta positiva do destinatário a base é atualizada automaticamente. O método provou ser prático, mas ainda há dúvidas sobre a segurança e o uso dos dados coletados. ?Não há nenhum mecanismo que comprove quem é o remetente da mensagem?, afirma Aleksandar Mandic, diretor da empresa de e-mail pago que leva seu nome.
Masonis diz que essa preocupação não faz sentido. ?Nossa segurança para evitar hackers pode ser equiparada à proteção utilizada por instituições financeiras?, afirma o diretor da Plaxo. ?Não somos um banco de e-mails para quem companhias ou pessoas estão interessadas em enviar spams?, explica. Quem conhece a recente história de algumas pioneiras tentativas de negócios da internet e sabe da matemática de dívidas e receitas pergunta como a Plaxo sobreviverá oferecendo um programa gratuito. Masonis tem a resposta. ?Vamos lançar uma versão premium, que será cobrada, até o final do ano e terá melhorias e funções especiais para atrair os nossos clientes, especialmente na área corporativa.?
A Plaxo também conta com o poder do boca-a-boca para o sucesso e já está presente em 200 países (dados locais não são divulgados, mas o Brasil é o quinto em pedidos). A empresa dos rapazes do Naspter não está sozinha nesse mercado. A Corex oferece o concorrente AccuCard e cobra uma anuidade de US$ 49,95 pelo software e afirma ter 1,6 milhão de clientes no mundo. ?Já temos um produto há dez anos que organiza no PC os cartões de visita dos nossos clientes?, diz Tom Stearns, diretor de marketing da empresa. ?O AccuCard na internet é uma fonte de receita adicional?, diz.