25/06/2014 - 8:34
Uma cristã sudanesa, Meriam Yahia Ibrahim Ishag, que havia sido condenada à morte por apostasia e depois indultada, continua sendo interrogada pela polícia em Cartum, informou nesta quarta-feira seu advogado.
Meriam Yahia Ibrahim Ishag foi detida na terça-feira no aeroporto de Cartum quando se preparava para deixar o Sudão após o cancelamento de sua condenação à morte por apostasia.
Ishag, de 26 anos, não está oficialmente detida, mas está sendo interrogada em uma delegacia sobre a autenticidade de um documento de viagem de urgência expedido pelo Sudão do Sul, declarou o advogado Mohanad Mustafa à AFP.
Seu marido, o americano Daniel Wahi, e seus dois filhos, incluindo uma menina nascida quando estava na prisão, estão com ela.
“Ninguém sabe quanto tempo durará a investigação policial”, disse Mustafa, que não revelou para qual país iria viajar após deixar o Sudão.
Ishag foi detida por agentes da segurança nacional no aeroporto de Cartum quando se preparava para deixar o Sudão na tarde de terça-feira e foi levada à delegacia.
A diplomacia americana segue de perto o caso e a porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, declarou na terça-feira que oficialmente Ishag não foi detida.
“O Departamento de Estado foi informado pelo governo sudanês que a família ficou retida várias horas temporariamente no aeroporto por questões relacionadas a sua viagem. Não foram detidos”, disse Marie Harf.
Meriam Yahia Ibrahim Ishag, de pai muçulmano, foi condenada à morte no dia 15 de maio em virtude da lei islâmica em vigor no Sudão, que proíbe as conversões.
Casada com um cristão e mãe de um menino de 20 meses, que foi detido com ela, a jovem também foi condenada a 100 chibatadas por adultério. A interpretação sudanesa da sharia considera adultério a união entre uma muçulmana e um não muçulmano.
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