O Partido dos Trabalhadores (PT) vai exigir do governador de São  Paulo, Geraldo Alckmin,  a mesma proteção que o Estado está cogitando  dar ao ato pró impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff,  no próximo domingo, 13, ao ato dos petistas marcado para o dia 18. A  afirmação é do presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza.

Ele  falou com a imprensa na chegada para a reunião da cúpula petista,  convocada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um hotel na  Zona Sul da capital paulista.  ”O PT defende a livre manifestação. Nós   não estamos recomendando que os petistas vão ao ato.

Ao  contrário, estamos recomendando que não vão ao ato da Avenida Paulista. O  nosso ato será no dia 18 de março na própria Avenida Paulista e eu  quero inclusive aproveitar para pedir ao governador do Estado que dê ao  nosso ato a mesma proteção que está oferecendo ao ato contra as Dilma  agora”, disse Emídio.

O dirigente petista disse que os  militantes, dirigentes e parlamentares petistas são agredidos em  restaurantes, aeroportos e em aviões o tempo todo. “E  nunca vi uma  proteção dessa forma. Então nós vamos exigir do governador que dê ao  nosso ato a mesma proteção”, reiterou, acrescentando que se Alckmin  liberar  o metrô como das últimas vezes, vai ter que liberar para os  petistas também.

Perguntado sobre o que pretendia propor na  reunião, Emídio disse que “o encontro foi chamado pelo presidente Lula e  ele é quem vai dar o tom, não somos nós”, disse. “Espero que os  coxinhas não vão ao nosso ato e que o governador do Estado coloque a PM  (Polícia Militar) para  proteger o nosso ato da mesma forma que está  protegendo agora”, disse.