17/12/2010 - 5:16
A Coreia do Norte ameaçou com uma resposta militar caso a Coreia do Norte execute, como anunciou, exercícios com munição de artilharia real na ilha de Yeonpyeong, bombardeada no fim de novembro pelos norte-coreanos, anunciou a agência oficial KCNA.
“Um segundo e um terceiro ataque de autodefesa, imprevisíveis, serão lançados caso o Sul concretize os exercícios com tiros reais que pretende executar entre sábado e terça-feira”, adverte o Exército norte-coreano.
“A intensidade e o alcance do poder de fogo serão mais sérios que os de 23 de novembro”, completa o comunicado da KCNA.
A Coreia do Sul anunciou na quinta-feira que vai executar exercícios de artilharia com disparos reais sobre a ilha de Yeonpyeong, que foi bombardeada pelos norte-coreanos em uma zona disputada do Mar Amarelo.
As manobras acontecerão entre sábado e a próxima terça-feira em função das condições meteorológicas, destacou o Estado-Maior sul-coreano.
Estes serão os primeiros exercícios na ilha desde esta foi bombardeada pelos norte-coreanos em 23 de novembro, com um saldo de quatro mortos e 18 feridos.
Pyongyang afirmou então que os obuses eram uma resposta ao exercícios de tiro de Seul nesta ilha.
O exército sul-coreano não reagiu no momento às novas ameaças do Norte, mas o ministro da Defesa deu a entender que os exercícios serão realizados como previsto.
Pyongyang também advertiu, como geralmente faz, sobre o perigo de um conflito nuclear no caso de uma nova guerra entre as duas Coreias, segundo o site norte-coreano Uriminzokkiri.
“Devido à atitude belicosa e irresponsável da Coreia do Sul, a questão não é saber se haverá paz ou guerra na península coreana, e sim quando vai explodir a guerra”, acrescentou.
Os esforços diplomáticos se multiplicam para tentar acalmar as tensões.
O secretário de Estado adjunto James Steinberg terminou nesta sexta uma missão de três dias na China, por onde transitou outro emissário americano, Bill Richardson, que partiu na véspera para Pyongyang.
O governo dos Estados Unidos já manifestou o temor uma possível reação em cadeia entre Pyongyang e Seul.
“O que nos inquieta obviamente é que se a Coreia do Norte observar uma oportunidade para obter um benefício e responder aos disparos, isto pode potencialmente gerar uma reação em cadeia”, declarou chefe adjunto do Estado-Maior americano, general James Cartwright.
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