A decisão do Senado Federal sobre o processo de afastamento definitivo da presidente Dilma Rousseff, que começa nesta quinta-feira, 25, pode fortalecer a candidatura da ex-ministra Marina Silva, da Rede, à Presidência da República em 2018 na avaliação do cientista político Boris Fausto. “Não há grandes vitoriosos, mas sobretudo perdedores no cenário político com o afastamento. Somente a ex-ministra Marina deve sair fortalecida”, afirmou.

Para o historiador e cientista político, a conseqüência imediata do impeachment será uma agenda positiva que será destravada no Congresso, como a reforma da Previdência Social, o redesenho do gastos públicos com o teto de gastos almejado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. “Esses assuntos não podem mais esperar, o País precisa avançar nessas matérias”, afirmou.

Perguntado sobre o futuro política dos ex-presidentes Dilma e Lula, Fausto diz que os caminhos serão distintos. “A Dilma sempre foi a sombra do Lula, mas inexpressiva politicamente. Já ele pode ser candidato em 2018, mas isto vai depender dos desdobramentos jurídicos da Lava Jato”, disse.

Fausto acredita que todo o processo de impeachment da presidente afastada trouxe mudanças sociais importantes e profundas. Segundo ele, o povo “não aguenta mais corrupção, caixa dois, desmandos na administração para atender interesses partidários”.