16/04/2011 - 4:51
O presidente cubano, Raúl Castro, deu por encerradas neste sábado as libertações de presos políticos acordadas com a Igreja Católica e afirmou que a oposição não terá espaço “nas praças e ruas”.
“O processo recentemente concluído de libertação dos presos contrarrevolucionários” foi feito em consulta com a Igreja, o que favoreceu a “unidade da nação”, disse Raúl Castro na abertura do VI Congresso do Partido Comunista (PCC, único).
Mas “o que nunca faremos é negar ao povo o direito de defender sua revolução, já que a defesa da independência das conquistas do socialismo e de nossas praças e ruas seguirá sendo o primeiro dever de todos os patriotas cubanos”, enfatizou, referindo-se às manifestações de opositores.
Raúl Castro lembrou que a libertação de cerca de 130 prisioneiros – iniciada em julho – começou com “um diálogo de respeito mútuo, lealdade e transparência” com a hierarquia da Igreja.
A grande maioria dos libertados foi para a Espanha, graças ao apoio dado ao processo pelo então chanceler do país, Miguel Angel Moratinos, afirmou Raúl Castro.
Dos libertados, 52 eram opositores que estavam na prisão de 75 condenados em 2003 por estar a “serviço de uma potência estrangeira” (Estados Unidos).
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