03/04/2014 - 14:50
A Copa do Mundo, que terá início em junho, fará com que a contribuição total do setor de turismo e viagens para a economia brasileira tenha um incremento de 5,2%, ante 3,4% no ano passado. A previsão faz parte do relatório divulgado hoje pelo Conselho Mundial de Viagem e Turismo (WTTC, na sigla em inglês). Nos dois casos, o setor tem apresentado um desempenho acima da média da economia brasileira – em 2013, a expansão do PIB foi de 2,3%.
Nas contas do conselho, o setor de viagens e turismo no Brasil contribuiu com R$ 443,7 bilhões para a economia brasileira no ano passado, gerando 8,5 milhões de empregos. Mundialmente, o setor movimenta US$ 7 trilhões e emprega 266 milhões de pessoas, ou seja, um a cada 11 empregos no mundo estão no setor de turismo. A expectativa é que o crescimento global das receitas geradas pelo setor seja de até 4,3% neste ano.
O relatório registra que o turismo doméstico predomina no Brasil, com uma participação de 95%. O evento esportivo pode mudar isso. “Visitantes internacionais que estão vindo para a Copa do Mundo vão ajudar a abrir o País para uma nova audiência Global”, avalia, em nota, David Scowsill, presidente do WTTC.
O executivo destacou ainda que medidas tomadas recentemente pelo Brasil, como a eliminação de visto para aqueles com passaporte mexicano e que vem ao Brasil para viagens de curta estadia. Para Scowsill, é preciso ser ainda mais ambicioso nessas medidas, que ajudam a incrementar o turismo no País. “Eliminar visto encoraja mais pessoas a visitar, aumenta as receitas com turismo e estimula a criação de empregos”, diz. O conselho é que o Brasil elimine a necessidade de vistos para a região e utilizando visto eletrônico para simplificar e tornar mais rápido o processo para viagens de outros países.
Apesar de ressaltar o potencial de crescimento do Brasil, a WTTC recomenda que o Brasil melhore a infraestrutura dos aeroportos.
Scowsill lembra que, globalmente, o setor de viagens e turismo vai crescer em torno de 4% ao ano nos próximos dez anos e que para isso é necessário que os governos tomem algumas medidas para tirar proveito dessa expansão. “Especialmente nos mercados emergentes, em que se pode criar climas de negócios favorável ao investimento em infraestrutura para ajudar a indústria do turismo sustentável”, diz.
