06/01/2026 - 14:11
O governo britânico pediu, nesta terça-feira (6), à rede social X, propriedade de Elon Musk, que encontre uma solução para evitar a proliferação de imagens falsas de mulheres e meninas nuas, geradas pelo Grok, seu assistente de inteligência artificial (IA).
“O que temos visto na internet nos últimos dias tem sido absolutamente repugnante e inaceitável em uma sociedade decente”, declarou Liz Kendall, a ministra da Tecnologia do governo trabalhista de Keir Starmer.
“Não podemos (permitir), e não permitiremos, a proliferação destas imagens humilhantes e degradantes, que afetam de maneira desproporcional mulheres e meninas. O X deve solucionar este problema com urgência”, insistiu.
Grok, o assistente de IA da rede social pertencente ao bilionário americano Elon Musk, é alvo de críticas após usuários conseguirem criar, com sua ajuda, imagens de caráter sexual de mulheres e menores de idade.
Estas imagens, realizadas ao retocar fotos ou vídeos de pessoas reais, provocaram protestos em todo o mundo.
A Comissão Europeia anunciou, na segunda-feira (5), que está revisando “com muita seriedade” as denúncias sobre a ferramenta.
“O Reino Unido não tolerará a proliferação contínua de conteúdos repugnantes e difamatórios online”, enfatizou Liz Kendall, acrescentando que apoia “plenamente” a ação do regulador britânico Ofcom e “todas as medidas coercitivas que considere necessárias”.
O Ofcom, órgão que regulamenta a televisão, rádio, telecomunicações e os serviços online no Reino Unido, anunciou na segunda-feira que solicitou ao X informações sobre como protege seus usuários, e não descartou iniciar uma investigação formal.
O Grok reconheceu, na sexta-feira (2), a existência de “falhas” que permitiram que usuários obtivessem, com a ajuda desse assistente de IA, imagens de caráter sexual de menores ou mulheres, e assegurou que está corrigindo-as “com urgência”.
Segundo a legislação britânica sobre segurança online (Online Safety Act), as plataformas devem combater o surgimento destes conteúdos e atuar rapidamente para retirá-los.
Em caso de descumprimento, estão sujeitas a multas de até 18 milhões de libras (cerca de 129 milhões de reais), ou a 10% do seu faturamento mundial, caso este montante seja superior ao primeiro valor.
