Após liquidar 100% de seu portfólio de galpões, o REC Logística bloqueará suas negociações em bolsa na próxima semana para iniciar a devolução final de capital aos investidores.

Principais Pontos

  • Saída da bolsa: As cotas do fundo imobiliário REC Logística (RELG11) sofrerão bloqueio definitivo para negociações no pregão da B3 a partir de quinta-feira, 13 de agosto de 2026.

  • Corte de proventos: A gestão do fundo confirmou que não haverá mais distribuições de dividendos mensais aos cotistas, focando agora exclusivamente na liquidação estrutural.

  • Transação milionária: O desfecho consolida a operação aprovada em 2025, quando o portfólio integral do fundo foi vendido ao GGR Covepi Renda FII (GGRC11) por R$ 133 milhões.

  • Amortização em cotas e caixa: Como pagamento de saída, os atuais investidores do RELG11 receberão cotas do fundo REC Multiestratégia FII, além da quitação do saldo remanescente em dinheiro.

O ano de 2026 marca o encerramento do ciclo do REC Logística FII (RELG11) no mercado financeiro brasileiro. A trajetória de saída começou a ser desenhada no ano passado, em 2025, quando a maioria absoluta dos cotistas deu sinal verde para que a gestão alienasse 100% dos ativos de tijolo detidos pelo veículo financeiro.

O comprador, o GGR Covepi Renda FII (GGRC11), assumiu o controle das propriedades pelo montante de R$ 133 milhões, absorvendo instalações logísticas estratégicas. Antes da venda total, o portfólio do RELG11 englobava cinco grandes galpões — dois situados em Minas Gerais e os demais distribuídos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Juntos, esses empreendimentos somavam aproximadamente 97,4 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), atendendo a eixos centrais de escoamento no Sudeste e no Nordeste.

Com os galpões transferidos e o caixa reforçado, o RELG11 entrou em sua fase terminal, focada no repasse de valores aos cotistas para o encerramento de seu Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Em julho de 2026, a gestão deu um passo decisivo nesse sentido: realizou a alienação parcial da carteira mediante a entrega de pouco mais de 2,92 milhões de cotas provenientes da 2ª emissão do REC Multiestratégia FII.

O processo de deslistagem culminará com o bloqueio das cotas de classe única do RELG11 na B3 no próximo dia 13 de agosto. A partir desta data limite, a administração fará a amortização total do patrimônio. Na prática, os investidores que permanecerem com as cotas em custódia não receberão mais os habituais dividendos de aluguéis isentos de Imposto de Renda. Em vez disso, receberão os ativos negociáveis do novo fundo atrelado à REC e o eventual troco financeiro diretamente na conta da corretora. O encerramento definitivo das atividades do fundo e as baixas regulatórias na CVM ocorrerão entre agosto e setembro deste ano.

Guia do Investidor: Orientações Práticas

Para os atuais ou potenciais cotistas que esbarrem no ticker RELG11 nesta reta final de negociação, o cenário exige atenção administrativa e fiscal:

  • Prazo final para liquidez em tela: Se você é cotista e prefere não passar pelo trâmite burocrático da liquidação compulsória (que mesclará entrega de cotas de outro fundo e dinheiro), a sua data-limite para vender o ativo no mercado secundário da B3 é quarta-feira, 12 de agosto de 2026. No dia seguinte (13), o papel será bloqueado.

  • Não tente entrar para “aproveitar dividendos”: Como os proventos foram cortados em definitivo, novas posições abertas agora não renderão yields mensais. O foco do ativo é estritamente o repasse de capital de amortização.

  • Acompanhamento de custódia: Após o bloqueio, verifique os extratos da sua corretora de valores. Você deverá notar o desaparecimento do ticker RELG11 e o subsequente surgimento de cotas do REC Multiestratégia FII, além do crédito residual em conta corrente.

  • Impacto Tributário (Imposto de Renda 2027): A amortização total de cotas em um processo de liquidação de FII é um evento tributável caso haja ganho de capital. Se o valor total recebido (soma da avaliação das cotas recebidas mais o dinheiro em espécie) for superior ao seu Preço Médio de Aquisição do RELG11, haverá incidência de 20% de IR sobre o lucro. Fique munido das notas de corretagem e dos avisos aos cotistas para a sua declaração do ano-calendário 2026.

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