As remessas de dinheiro do exterior para o México bateram um novo recorde ao totalizar 53,125 bilhões de dólares entre janeiro e novembro, o que representou um aumento de 13% em comparação com o mesmo período de 2021, informou o governo mexicano nesta sexta-feira (30).

“Pensamos que vamos estar muito perto dos 60 bilhões de dólares” ao encerrar 2022, disse o presidente Andrés Manuel López Obrador, ao apresentar o balanço em sua entrevista coletiva habitual.

O envio de dinheiro de trabalhadores mexicanos residentes no exterior, a maioria nos Estados Unidos, chegaram a 51,586 bilhões de dólares em 2021.

“Esta é a principal fonte de receitas que o nosso país tem” há muitos anos, ressaltou o presidente de esquerda, destacando que esses recursos vão para cerca de 10 milhões de famílias com uma média de 300 e 350 dólares mensais.

Além do impacto fiscal, López Obrador destacou que as remessas se transformaram em fator de “tranquilidade” e “estabilidade” no contexto da pandemia, especialmente nos setores mais pobres, que também se beneficiam dos programas sociais do governo.

Segundo um relatório do Banco Mundial divulgado no fim de novembro, o volume de dinheiro enviado pelos imigrantes oriundos da América Latina e do Caribe aumentou 9,3% em 2022, para 142 bilhões de dólares, especialmente devido ao crescimento do emprego nos Estados Unidos.

No entanto, o relatório adverte que esse crescimento não vai se sustentar em 2023 devido às perspectivas econômicas e à inflação.