O Brasil está no mapa de crescimento da gigante espanhola Repsol YPF. Número dois na hierarquia mundial da empresa, o vice-presidente de Operações, Ramón Blanco, garantiu à DINHEIRO que haverá investimentos diretos, este ano, de US$ 200 milhões na modernização e ampliação da refinaria petrolífera Refap, no Rio Grande do Sul, operada em conjunto com a Petrobras. ?O mercado difícil, mas temos absoluta confiança?, assegurou Blanco à DINHEIRO na Espanha, onde participou de um seminário sobre desenvolvimento da América Latina organizado pelo banco Santander.

DINHEIRO ? Em comparação com a presença da Repsol na Argentina, no Brasil a companhia é pouco vista. Há planos
para mais investimentos?
Ramón Blanco ? Sim, queremos crescer no Brasil. Neste momento, com a Petrobras, atuamos na modernização e ampliação da Refap, para a qual serão necessários US$ 700 milhões. Entraremos com
US$ 200 milhões. Também estamos perfurando em diferentes pontos do litoral brasileiro e discutindo a importação de gás natural a partir da Argentina.

Vale a pena investir no Brasil?
Em refino, os negócios vão bem. Em postos de serviços, porém, há um problema de normas.

O que está acontecendo?
As companhias pequenas simplesmente não cumprem as regras formais. É difícil competir nas áreas de distribuição e serviço, em razão da vantagem que elas levam por trabalharem à margem da lei.

O sr. compreende todos os marcos regulatórios da atividade petrolífera no Brasil?
Certamente o Brasil não é um país fácil. Há regras tributárias muito distintas de um Estado para o outro. Temos de estar sempre muito atentos até porque as regras costumam mudar com grande rapidez. Mas estamos avançando.

Quais são as prioridades atuais?
Queremos aumentar nossa presença na exploração e refino e melhorar nossa rede de serviços. Hoje temos 120 postos no Sul e Sudeste. A idéia é chegar a 450 postos de serviços em 2004.