O estilo sereno e conciliador com que o procurador-geral de Justiça  de São Paulo Márcio Fernando Elias Rosa atuou nos últimos anos frente à  Promotoria paulista é o mesmo que ele adota para avaliar o futuro do  País, em meio a maior crise deste século. Para Elias Rosa, a crise é um  indicativo de interrupção de um processo evolutivo e só pode ser útil se  for rápida e superada.

“Nós podemos sair melhores da  crise, o Brasil pode sair melhor da crise. Não precisa necessariamente  retroceder. Basta que saibamos corrigir os desacertos. O que não pode é  tentar sair da crise sem corrigir os desacertos. Porque nós vamos  incidir na mesma crise em pouco tempo”, analisa. “A resolução da crise é  um exame de consciência e um conserto para que não incida na mesma  armadilha.”

Marcio Fernando Elias Rosa, procurador-geral de  Justiça de São Paulo, deixa a cadeira que ocupa há quatro anos no posto  máximo do Ministério Público do Estado nesta segunda-feira, 11. Na  próxima semana, ele tira alguns dias de folga antes de voltar a atuar na  área de direitos difusos perante ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

No  sábado, 9, o procurador de Justiça Gianpaolo Smanio foi eleito primeiro  lugar geral na lista tríplice para procurador-geral de Justiça de São  Paulo. Com 932 votos, Smanio, candidato de Elias Rosa, superou seus  oponentes, os procuradores Eloisa Arruda (850 votos) e Pedro Juliotti  (547 votos).

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo,  Elias Rosa fez um balanço de seu mandato. Nos últimos dois anos, o  Ministério Público de São Paulo abriu 598 ações de controle da  constitucionalidade. Foram 450 investigações criminais contra prefeitos e  mais de 15 mil cargos públicos sem concurso extintos em municípios do  Estado, entre eles “assessor de serviços funerários”.

Para Elias Rosa, procurador-geral de Justiça deve ter “equilíbrio, serenidade ou pelo menos buscar conservar a serenidade”.