17/10/2016 - 17:58
O presidente do consórcio Rio-Galeão que administra o Aeroporto Internacional Tom Jobim, Luiz Rocha, esteve nesta segunda-feira, 17, no Ministério da Fazenda com investidores do aeroporto de Changi de Cingapura, que também fazem parte do consórcio, para reafirmar ao ministro Henrique Meirelles que a outorga de R$ 930 milhões referente à parcela deste ano da concessão será paga até o final do ano. Ele confirmou ainda que o Rio-Galeão já está em tratativas com outros operadores aeroportuários que podem se tornar sócios inclusive no lugar da Odebrecht.
“Há sim possibilidade de buscarmos novos sócios. A Changi tem participação em outros aeroportos no mundo com parceiros de primeira linha e temos tratativas para trazê-los para o Galeão, inclusive caso a Odebrecht queira deixar o consórcio”, afirmou Rocha após o encontro com Meirelles. Em reportagem publicada na semana passada, o Broadcast, sistema de serviço em tempo real do Grupo Estado, informou que a Changi já teria pelo menos dois potenciais investidores em vista.
Atualmente, a Infraero detém 49% de participação no Galeão, enquanto o consórcio Rio-Galeão tem os outros 51%. Dessa parcela, a Odebrecht é responsável por 60% e a Changi pelos 40% restantes. O contrato de concessão de 25 anos tem outorga total de R$ 19 bilhões e a segunda parcela, no valor de R$ 930 milhões, deveria ter sido paga em abril, mas o consórcio conseguiu adiar para o fim deste ano.
“Viemos conversar com vários ministros em Brasília para reafirmar o nosso compromisso com o Rio de Janeiro e com os investimentos de R$ 2 milhões já realizados no aeroporto. A Olimpíada e a Paralimpíada foram um sucesso e continuaremos trabalhando para melhor os serviços no aeroporto”, disse Rocha.
Segundo ele, as negociações com o BNDES para a obtenção de um empréstimo até o fim do ano devem garantir o pagamento da parcela de 2016 da outorga. Esse crédito com o BNDES seria de R$ 1,5 bilhão, além de R$ 400 milhões em debêntures.