As instituições financeiras do Brasil pioraram a sua avaliação sobre as contas públicas, segundo a Pesquisa de Estabilidade Financeira (PEF) divulgada nesta quinta-feira, 27, pelo Banco Central. A proporção de respondentes que citou o risco fiscal como o mais importante do cenário saltou de 42% no fim de 2024 para 52% nesta edição, referente ao primeiro trimestre deste ano.

“Os riscos fiscais, que já eram preponderantes na pesquisa anterior, ganharam ainda maior relevância, com o aumento do impacto médio esperado, cuja magnitude é superior ao dos outros riscos”, destacou o BC, no relatório da PEF.

Segundo a autarquia, as preocupações com a sustentabilidade da dívida pública foram o destaque desta edição.

A probabilidade de materialização dos riscos fiscais foi considerada “média-alta” na pesquisa, e o seu eventual impacto, “alto”.

A razão das IFs que citaram o cenário internacional como maior risco caiu de 27% para 16%, também com probabilidade “média-alta” de materialização e impacto “alto”.

O risco de “inadimplência e atividade” foi citado como principal por 13%, contra 12% na edição anterior, com a mesma probabilidade e impacto.

“Os riscos do cenário internacional estão associados principalmente à política econômica nos EUA e a conflitos geopolíticos”, afirma o BC. “Preocupação com riscos de inadimplência e atividade também aumentou, com elevação do impacto esperado médio.”