26/09/2026 - 12:33
A corretora de criptomoedas Bitget revelou nesta sexta-feira, 25 de setembro, que sofreu um roubo de aproximadamente US$ 350 milhões em ativos digitais de sua plataforma. O incidente soma-se a uma série de ataques cibernéticos que têm afetado o mercado de criptoativos globalmente, levantando preocupações sobre a segurança no setor.
O que aconteceu
- A corretora Bitget informou roubo de US$ 350 milhões em criptomoedas de sua plataforma.
- Em 2022, invasores roubaram US$ 2,9 bilhões em criptoativos em 150 ataques diferentes, segundo pesquisadores da TRM Labs.
- Autoridades globais alertam que grupos do crime organizado utilizam criptomoedas para transferir fundos rapidamente entre países, sem recorrer ao sistema financeiro convencional.
O roubo na Bitget, embora significativo, é o mais recente em uma longa lista de incidentes. Desde o surgimento do bitcoin em 2008, o mercado de criptoativos tem sido alvo de diversos ataques de grande escala, expondo vulnerabilidades em plataformas de negociação e redes blockchain.
Os maiores ataques cibernéticos em criptomoedas
Entre os maiores roubos de criptomoedas da história, destaca-se o caso da Bybit, onde um valor recorde de US$ 1,5 bilhão em ether foi furtado em fevereiro de 2025. Pesquisadores consideraram este o maior roubo de moedas digitais até o momento.
A polícia federal dos Estados Unidos (FBI) afirmou que a Coreia do Norte foi a responsável pelo ataque à Bybit, indicando que os fundos foram rapidamente convertidos em outras criptomoedas e dispersos por milhares de endereços em diversas blockchains.
Coreia do Norte está envolvida em ataques cibernéticos?
A Coreia do Norte negou oficialmente ter organizado roubos de criptomoedas, apesar das acusações do FBI e de outras agências de inteligência. A atribuição de ataques cibernéticos a atores estatais é um desafio constante na segurança digital.
Outro incidente notório ocorreu em agosto de 2021, quando hackers roubaram da Poly Network, uma plataforma que facilita transações de tokens ponto a ponto, cerca de US$ 610 milhões. Surpreendentemente, os responsáveis pelo roubo devolveram posteriormente quase todos os recursos.
Em março de 2022, a Ronin Network, uma rede blockchain ligada ao popular jogo online Axie Infinity, foi alvo de um ataque que resultou no roubo de aproximadamente US$ 540 milhões em criptomoedas. Os hackers levaram cerca de 173.600 tokens de ether e 25,5 milhões de tokens de USD Coin, evidenciando a sofisticação das táticas criminosas.
A corretora Coincheck, com sede em Tóquio, sofreu um roubo de cerca de US$ 530 milhões em criptomoedas em janeiro de 2018. Os ladrões atacaram uma das “hot wallets” da Coincheck, uma carteira digital armazenada online, para drenar os fundos. Na época, a agência de inteligência da Coreia do Sul sugeriu a participação de um grupo de hackers norte-coreano.
Em um dos primeiros e mais notórios ataques envolvendo criptomoedas, bitcoins no valor de quase US$ 500 milhões foram roubados da corretora Mt. Gox, em Tóquio, entre 2011 e 2014. A Mt. Gox, que já havia movimentado 80% do comércio mundial de bitcoins, entrou com pedido de recuperação judicial no início de 2014 após a revelação do ataque, resultando na perda de acesso aos recursos de cerca de 24 mil clientes.
