13/09/2015 - 15:49
Os russos votaram neste domingo para eleger seus representantes regionais, em eleições que a oposição considerou fraudulentas e nas quais se espera a vitória do partido pró-Kremlin Rússia Unida.
No total, 42 entidades da Federação Russa (repúblicas, regiões e territórios) elegeram 21 governadores, 11 parlamentares regionais e 23 administrações municipais, em alguns casos simultaneamente. As seções eleitorais foram fechadas às 20H00 local (14H00 Brasília).
O partido liberal opositor Yabloko conseguiu apresentar 1.500 candidaturas em toda a Rússia, embora apenas uma para o cargo de governador.
Já o partido Parnas, que só conseguiu apresentar dois candidatos na cidade de Kostroma, no centro do país, já que as comissões eleitorais se negaram a registrar os demais candidatos, denunciou que a eleição foi fraudada.
O partido é liderado pelo opositor número um do Kremlin, Alexei Navalny, e pelo primeiro-ministro Mikhail Kasyanov.
“Durante todo o dia ocorreram fraudes em massa”, disse Kasiánov no Twitter, enquanto Navalny garantiu que as fraudes ocorreram principalmente em Kostroma, cidade de 270.000 habitantes situada 350 km ao noroeste de Moscou.
Em Kostroma, um grupo de 50 policiais invadiu os escritórios da Open Elections – uma filial do movimento Open Rússia, fundado pelo antigo oligarca Mikhail Jodorkovski – criada para supervisionar as eleições.
O partido Parnas denunciou ao menos 20 casos de fraudes em Kostroma, onde a população vota para eleger o governador, membros do parlamento regional e de uma prefeitura.
Segundo a ONG Golos, em toda a Rússia houve 1.600 casos de fraude, um número que contrasta com as 60 denúncias recebidas pela comissão eleitoral nacional.
O partido no poder, Rússia Unida, tinha cerca de 44% das intenções de voto em Kostroma, contra 1% para os partidos de oposição, segundo as pesquisas do instituto VTsIOM publicadas na segunda-feira.
A abstenção é uma das grandes incógnitas da eleição, pouco investigada pela própria imprensa russa. Em 2014, a participação nas regionais foi de apenas 21%.