A fortuna de Bill Gates encolheu. O que somava US$ 76,5 bilhões em 2000 se transformou em apenas US$ 54 bilhões nos últimos dias. A culpa é da crise no setor de tecnologia, que desvalorizou ações das empresas do setor e ?empobreceu? o patrimônio do magnata do software. Pobre Gates. Com isso, ele perde o posto de homem mais rico do mundo para Sam Robson Walton, o presidente da rede americana Wal-Mart, cuja riqueza pessoal chega aos US$ 65,4 bilhões. Quem anunciou a virada de Walton foi o jornal britânico Sunday Times, que todos os anos elabora uma lista dos bilionários. Obviamente, as oscilações no ranking dos ricaços não vão mudar a história da humanidade. Mas podem funcionar como indicadores de que o valor das ações de empresas da velha economia tem sofrido menos que as da nova geração. Enquanto a Wal-Mart registrou queda de 10% em seus papéis nos últimos 12 meses, a Microsoft amargou perdas de 40% em igual período.

A pequena baixa nas bolsas não significa que a Wal-Mart esteja vivendo maus momentos. Não é bem assim. A empresa é hoje a segunda companhia do mundo em faturamento. No ano passado, as vendas atingiram US$ 192 bilhões. A Wal-Mart vem apresentando crescimento anual de dois dígitos e com esta performance desbancou a GM da vice-liderança das maiores corporações. Só perde para a Exxon Mobil.

Hoje, Sam Robson comanda uma rede com mais de um milhão de funcionários. As quatro mil lojas do grupo, incluindo as marcas Wal-Mart, Supercenter, Sam?s Club ? além dos ?supermercados de bairros? ?, espalham-se pelo Brasil, Argentina, Canadá, China, Alemanha, México e Reino Unido. No Brasil, a rede começou a operar em 1995. Atualmente é dona de 20 unidades com as marcas Wal-Mart Supercenter e Sam?s Club. Em junho, inaugura seu primeiro supermercado no País. Acostumada a operar grandes áreas como hipermercados e centros de compras, a empresa rendeu-se à filosofia de lojas pequenas, instalações simples e custos baixos. Se o projeto cair nas graças do consumidor, a Wal-Mart poderá abrir mais dez lojas deste tipo em três anos. É mais um passo para elevar a receita da filial brasileira, hoje na casa de R$ 1 bilhão, e engordar o patrimônio de Sam.