O Santander Brasil anunciou na manhã desta quinta-feira um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões em 2013. Queda de 9,7% em relação a 2012. No quarto trimestre do ano passado, o banco lucrou R$ 1,4 bilhão, queda de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

Ao final de dezembro a carteira ampliada de crédito do banco totalizou R$ 279,8 bilhões, o que representa um aumento de 9,3% em relação ao ano anterior e de 2,6% no trimestre. Segundo o Santander, dois fatores provocaram alteração no perfil da carteira: a mudança no mix de segmentos, com grandes empresas ganhando maior participação e e mudança de mix de produtos, especialmente em Pessoa Física.

 

 

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No último trimestre do ano, banco totalizou R$ 1,4 bilhão em ganhos, queda de 12% 

 

Segundo Jesús Zabalza, presidente do Santander Brasil, os resultados de 2013 refletem o momento de transição do setor financeiro no Brasil. “Essa mudança acontece  por conta da redução nos spreads, e a adaptação do Santander a esse cenário, com a implantação de um novo foco nos negócios, baseado na melhora da qualidade da carteira de crédito e no aumento da vinculação dos clientes, da eficiência operacional e da produtividade.?

 

 

As captações de clientes, sem fundos de investimento, alcançaram R$ 222,1 bilhões, 11,5% a mais do que o observado no mesmo período do ano passado e 5,9% superior ao trimestre anterior.

 

 

Na Europa, banco quase dobra lucro em 2013 a 4,370 bilhões de euros

 

O banco espanhol Santander, número um na Eurozona por capitalização, anunciou nesta quinta-feira um lucro líquido anual de 4,37 bilhões de euros em 2013, o que representa uma alta de 90,5% na comparação com o ano anterior.

 

O produto líquido bancário, equivalente ao volume de negócios, registrou no entanto uma queda de 13,3%, a 25,935 bilhões de euros.

 

“Após vários anos de fortalecimento de balanço e capital, o Banco Santander inicia uma etapa de forte crescimento do lucro nos próximos exercícios”, afirma o presidente do grupo, Emilio Botín, em um comunicado.

 

Em 2012, o Santander teve que sacrificar o lucro, que registrou queda de 60% em consequência das importantes provisões exigidas pelo Banco da Espanha ao setor para uma proteção de sua exposição ao setor imobiliário, afetado pela explosão da bolha.

 

O Santander insiste desde o início da crise em seu desenvolvimento internacional. Em 2013 obteve quase metade do lucro, 47%, na América Latina, incluindo 23% do Brasil.

 

A Europa representou 43% do lucro – apenas 7% da Espanha, contra 17% do Reino Unido – e os Estados Unidos 10%.

 

O grupo reforçou o balanço e tinha no final de 2013 uma taxa de fundos próprios duros de 11,7%, contra 10,33% um ano antes, e de 10,9% segundo os futuros critérios do acordo Basileia III.

 

O Santander também tinha, em 31 de dezembro, uma taxa de créditos duvidosos (principalmente créditos imobiliários que podem não ser reembolsados) em alta: 5,64% contra 4,54% um ano antes.

 

A taxa alcança 7,49% no mercado espanhol, contra 6,74% em 2012, e continua inferior à média do setor no país, que disparou a 13,08% em novembro, um recorde em 50 anos.