A operação que matou o líder terrorista Osama Bin Laden foi executada pelos “Seals”, a força especial da Marinha americana dedicada a missões de alto risco.

Para matar Bin Laden, os Seals – Sea, Air, Land (Mar, Ar e Terra) – foram apoiados por helicópteros do Exército e unidades da Força Aérea, em uma clássica operação de “morte-captura”, revelou Dick Hoffman, um especialista que passou mais de 20 anos nesta unidade.

Historicamente especializados em missões de reconhecimento no mar, os Seals constituem, junto de seus colegas da Força Delta (Força Aérea) e dos Boinas Verdes (Exército), a ponta de lança da gigantesca rede de serviços de inteligência dos Estados Unidos.

“Os oficiais têm trabalhado nestas operações no Iraque e no Afeganistão há nove anos e sua experiência no mundo real os prepara”, disse Hoffman.

Segundo o National Journal, o Exército americano construiu uma residência fictícia igual a de Bin Laden para seu treinamento em uma base ao norte de Kabul, informação essa que não pôde ser confirmada até o momento.

Em geral, uma equipe de ataque conta com cerca de trinta membros e 80% de suas missões de “morte-captura” terminam com o alvo vivo.

“Contudo, tudo depende do elemento surpresa. Quando se chega de helicóptero, gera-se muito ruído e isso termina geralmente com a resistência do alvo, que então acaba sendo morto”, explica Hoffman.

Segundo um funcionário de alto escalão americano, as forças especiais que atacaram o refúgio de Bin Laden estavam preparadas para capturar o líder da Al-Qaeda vivo, caso ele tivesse se rendido.

“Ele resistiu durante o tiroteio. Como resultado, os homens em terra o mataram”, disse à AFP o funcionário, que pediu para não ser identificado.

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