Uma segunda pessoa foi detida em uma semana, nesta segunda-feira, em Nova York, por mirar um laser pointer para aviões perto do aeroporto de LaGuardia, informou a Procuradoria.

Elehecer Balaguer, de 54, compareceu a um tribunal de Manhattan, onde foi acusado de apontar um laser pointer para um avião. Se for condenado, o réu pode ser sentenciado a até cinco anos de prisão.

A Procuradoria americana disse que três pilotos comerciais que estavam aterrissando ou decolando de LaGuardia foram alcançados em 8 de março por um jato de luz verde. A luz fez os pilotos perderem o foco momentaneamente e, em dois casos, cegou-os.

O raio verde parecia se originar no Bronx, área sobrevoada naquela noite por helicópteros da polícia.

Agentes recuperaram o laser pointer sobre a geladeira em um apartamento no segundo andar de um prédio no Bronx. Inicialmente, Balaguer negou ter apontado para as aeronaves de forma intencional. Segundo a Procuradoria, ele admitiu depois ter sido o autor dos fatos.

Na última quarta-feira, dia 11, a Procuradoria disse que Frank Egan, de 36, foi detido em sua casa, no Bronx, em 9 de março nos arredores de um local, do qual os investigadores acreditam que um laser foi usado para incomodar pilotos.

O FBI (a Polícia Federal americana) alega que é comum esse tipo de incidente na área de Nova York, uma cidade que também é servida pelo aeroporto internacional John F. Kennedy International e pelo de Newark, em Nova Jersey.

Esses equipamentos podem afetar temporariamente a visão do piloto e, às vezes, danificar seus olhos.

A Procuradora de Manhattan Preet Bharara afirmou que se trata de algo “potencialmente desastroso”, já que os aviões, em geral, transportam centenas de pessoas.

Segundo um porta-voz do FBI, em declaração na semana passada, na área de Nova York, foram registrados 31 casos desse tipo, em 2015. Ainda de acordo com o agente, houve 71 incidentes com esse objeto em 2014, e 99, em 2013.