Um segundo senador democrata, Robert Menendez, divergiu nesta terça-feira do presidente Barack Obama sobre o acordo nuclear com o Irã, que divide os políticos e a sociedade americana, às vésperas da votação no Congresso, em setembro.

No entanto, parece pouco provável que os opositores ao pacto alcancem maioria de dois terços para superar um eventual veto presidencial, pois a maioria dos democratas apoia o acordo.

“Fiz um exame de consciência e minha devoção por certos princípios me levam a tomar, novamente, uma decisão impopular, mas se o Irã se dotar de uma arma nuclear, não terá meu nome nela”, declarou Menendez durante um discurso na universidade Seton Hall.

Trata-se do segundo senador do partido de Obama – além de Chuck Schumer, a voz mais influente da comunidade judaica no Congresso – a se opor ao texto assinado em meados de julho entre as grandes potências e o Irã. O acordo prevê limitar o programa nuclear iraniano para usos civis, em troca da suspensão progressiva das sanções econômicas.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, que faz campanha contra o acordo, admitiu nesta segunda-feira ao jornal Lexington Herald-Leader que Barack Obama tem “amplas possibilidades de êxito” com o que é considerado um dos maiores feitos de sua Presidência.