Os preços do ouro recuaram à mínima em mais de uma semana nesta quinta-feira, 21, com os investidores avaliando se o Federal Reserve está ou não disposto a apertar sua política monetária nos próximos meses. O ouro para entrega em junho, o contrato mais negociado, recuou US$ 4,6 (0,38%), para US$ 1.204,10 a onça-troy, seu fechamento mais baixo desde 12 de maio na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), após subir no dia anterior.

A ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada na quarta-feira, 20, mostrou que os dirigentes do banco central norte-americano não devem elevar os juros em junho, mas ofereceu poucas novas pistas sobre o momento para qualquer alta futura. Alguns investidores haviam esperado que o BC dos EUA fosse mais favorável à política de afrouxamento em suas visões, depois de vários dados mais fracos nos últimos meses. A perspectiva para uma taxa de juros mais alta pesa sobre o ouro, que luta para competir com investimentos que rendem juros quando os custos de empréstimo sobem.

“A incerteza sobre se e quando o Fed irá elevar os juros deve manter os preços do ouro sob controle por ora”, disseram em nota analistas do Commerzbank.

Alguns investidores acreditam que o Fed deve elevar os juros nos próximos meses, mesmo se a economia não conseguir melhorar dos níveis atuais. Na avaliação do diretor de negociações da Kitco Metals, Peter Hug, “é possível quase sentir a coceira para elevar, não por causa dos dados econômicos apoiando essa medida, porém mais por um sentimento de ‘vamos acabar com isso'”. Hug diz que uma alta de 0,25% nos juros pode acontecer em setembro. Fonte: Dow Jones Newswires.