13/01/2026 - 9:49
O volume do setor de serviços do Brasil registrou queda de 0,1% em novembro em relação a outubro, interrompeu uma sequência de nove altas seguidas, informou o IBGE nesta terça-feira, 13. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve alta de 2,5%.
O setor se serviços é o que possui o maior peso no PIB (Produto Interno Bruto) e vinha mostrando resiliência mesmo em meio ao freio provocado pelos juros altos na economia.
O resultado de novembro frustrou a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,2% no mês e de 3% frente a novembro do ano passado.
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Com o resultado de novembro, o setor se encontra 20% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 0,1% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025.
O acumulado do ano chegou a 2,7% frente a igual período do ano anterior, enquanto o acumulado nos últimos doze meses alcançou 2,7%, repetindo o ritmo de expansão observado em outubro de 2025.
Destaques do mês
Duas das cinco atividades de serviços pesquisadas mostraram queda em novembro: transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). Por outro lado, os profissionais e administrativos (1,3%) e os outros serviços (0,5%) mostraram avanços na comparação com outubro de 2025. Já os serviços prestados às famílias (0,0%) ficaram estáveis.
“O resultado reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que no mês anterior o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011. Para o mês de novembro, há um equilíbrio entre taxas negativas e positivas. O destaque no campo negativo fica no setor de transportes, pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas”, avaliou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa.
