Em dezembro, o volume de serviços no Brasil caiu 0,4% frente a novembro, interrompendo uma sequência de nove resultados positivos e uma estabilidade, informou nesta quinta-feira, 12, o IBGE.

Mesmo com a interrupção da série de altas, o setor fechou no azul pelo quinto ano seguido, cravando uma alta de 2,8% em 2025, com taxas positivas em 53,6% dos 166 tipos de serviços investigados.

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O setor de serviços é que possui o maior peso no PIB (Produto Interno Bruto) e encerrou o ano 0,4% abaixo do auge da série histórica, alcançado em novembro de 2025.

A indústria, por exemplo, cresceu 0,6% em 2025, bem abaixo da alta de 3,1% registrada em 2024. Já o resultado do comércio será divulgado nesta sexta-feira, 13. O Ministério da Fazenda projeta que o crescimento do PIB em 2025 tenha ficado em 2,3%.

Para Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, o resultado de dezembro foi amplamente influenciado pelo recuo no setor de transportes, que mostrou taxas negativas em todos os modais investigados: terrestre (-1,7%); aquaviário (-1,4%); aéreo (-5,5%); e armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio (-4,9%). “O cenário de perdas do setor também se refletiu sob a perspectiva dos transportes por tipo de uso, com recuos de 3,9% no transporte de passageiros e de 1,6% no transporte de cargas, em relação a novembro de 2025”, destacou.

Apesar de chegar ao fim do ano com desempenho mensal negativo, ao longo de 2025 o setor mostrou resiliência, com o desemprego baixo e aumento da renda compensando os efeitos da taxa de juros elevada e contribuindo para o crescimento da economia.

Isso trouxe preocupações para o Banco Central principalmente devido à inflação do setor. No mês passado, o BC manteve a taxa básica Selic em 15%, mas indicou o início de um ciclo de cortes em março.

Turismo é destaque do ano de 2025

Em dezembro de 2025, o índice de atividades turísticas apontou variação positiva de 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, quinto resultado positivo seguido. No acumulado em 2025, o segmento avançou 4,6%.

Com o resultado, o segmento de turismo se encontra 13,8% acima do patamar de fevereiro de 2020 e renovou, em dezembro, o ápice da sua série histórica.

Segundo o IBGE, o crescimento no ano foi impulsionado pelos aumentos de receita obtidos por empresas de transporte aéreo de passageiros; serviços de bufê; serviços de reservas relacionados a hospedagens; e hotéis. Regionalmente, os destaques de alta foram São Paulo (3,9%) e Rio de Janeiro (10,8%), Rio Grande do Sul (11,4%), Bahia (6,6%) e Paraná (5,5%). Em sentido oposto, Minas Gerais (-4,4%), Mato Grosso (-1,2%) e Goiás (-0,4%) assinalaram as únicas perdas do turismo no ano.

Com informações da Reuters