Os japoneses da Sharp são melhores que os outros. O último balanço da companhia, referente a 2003, exibe um lucro de US$ 906,9 milhões, maior do que a soma dos ganhos da segunda e da terceira colocadas ? Panasonic (US$ 435,1 milhões) e Toshiba (US$ 373,1 milhões). A retomada da primeira posição no Japão é um prêmio à aposta bem-sucedida de optar pela tecnologia LCD (tela de cristal líquido) para TVs de última geração. No Brasil, a situação da Sharp é diferente. Seus japoneses não são melhores do que os outros. Ela ainda luta para tentar melhorar a imagem, arranhada com o processo da falência da antiga Sharp do Brasil. No ano passado, a gigante começou a esboçar uma reação ao entregar à paulistana Plasma Technologies a representação dos negócios. Agora, promete recuperar o brilho por aqui a partir do topo do mercado, com a linha de TV hi-tech.

 

?Não só TVs, mas também equipamentos de som,
home-theaters e filmadoras?, festeja Nelson Yamakami, presidente da Plasma Technologies. Os aparelhos
vão custar entre R$ 3,7 mil e R$ 80 mil. Yamakami garante que há espaço para esse tipo de produto no Brasil. Hoje, as vendas de TV LCD e plasma no País representam 3% do mercado, que é de 6,5 milhões de unidades. Em quatro anos esse número deve chegar a 10%, quando as vendas deverão ser de 8 milhões
de aparelhos/ano. ?Teremos, então, um mercado
de US$ 4 bilhões no Brasil?, diz Yamakami.